Um ex-empresário da apresentadora Park Na-rae, identificado como Shin, foi preso pela Delegacia de Yongsan, em Seul, em 16 de julho, sob acusação de tentativa de extorsão e desvio de fundos. A prisão marca uma reviravolta em uma disputa que, até então, colocava principalmente a própria apresentadora sob suspeita.
Segundo a polícia, Shin teria pressionado a equipe de Park Na-rae, alegando que ela havia usado indevidamente recursos da empresa em benefício de um ex-namorado, e exigido o equivalente a 10% do faturamento de 2024 da companhia sob ameaça de tornar pública essa acusação. Ele também é suspeito de ter desviado cerca de 30 milhões de wones dos cofres da empresa. Um segundo ex-empresário investigado no mesmo caso não foi preso e deve ser encaminhado ao Ministério Público sem detenção.
A ironia do advogado que "previu" a prisão de Park Na-rae
O caso ganhou um capítulo inesperado: o advogado Jang Hyun-ho, sócio-diretor do escritório Gangsim, que meses atrás havia analisado o conflito em seu canal no YouTube e avaliado que Park Na-rae poderia enfrentar pena de prisão ou sursis dependendo do desfecho das investigações, acabou sendo contratado como defensor do próprio ex-empresário preso. Diante de comentários questionando se a prisão de seu cliente representava uma derrota para essa previsão, Jang esclareceu que seu escritório assumiu o caso recentemente, mas que a investigação policial já estava em andamento havia bastante tempo antes disso.
A assessoria de Park Na-rae confirmou a prisão do ex-empresário e afirmou que "diversos materiais foram obtidos durante a perícia no celular feita pela polícia", acrescentando que a apresentadora "vai colaborar de forma diligente com as investigações policiais e trabalhistas que ainda estão em andamento".
Oito processos em duas delegacias diferentes
O imbróglio remonta a denúncias do ano passado, quando ex-empresários acusaram Park Na-rae de assédio moral no ambiente de trabalho e de receber aplicações de soro intravenoso em sua própria casa e na residência de terceiros — episódio que também envolveu o integrante do SHINee Key e um youtuber de mukbang, que chegaram a se desculpar publicamente e pausar as próprias atividades por causa da repercussão.
Em resposta, Park Na-rae negou as acusações e moveu contra-ações contra os ex-empresários por tentativa de extorsão e desvio de recursos na Delegacia de Yongsan, já tendo prestado depoimento como autora das queixas. Segundo sua assessoria, o caso envolve, ao todo, oito processos distintos — seis tramitando na Delegacia de Gangnam e dois na de Yongsan.
Em depoimentos anteriores à imprensa, após comparecer à Delegacia de Gangnam em fevereiro e março deste ano, Park Na-rae afirmou ter "respondido com seriedade às perguntas e dito a verdade" durante os interrogatórios, e disse que as acusações de abuso contra ex-empresários "são algo que será esclarecido por meio da investigação". Questionada sobre alegações específicas, a apresentadora preferiu não comentar diretamente, dizendo apenas que pontos considerados incorretos "serão corrigidos" ao longo do processo, e pediu desculpas pelo "transtorno e preocupação" causados pelo caso.
Apesar da prisão do ex-empresário trazer um elemento novo e favorável à narrativa de Park Na-rae, a situação legal da apresentadora segue em aberto: ela também responde a apuração por agressão qualificada e por violação da lei de proteção de dados em redes de comunicação, além de seguir sob investigação em relação às alegações de prática médica ilegal. A prisão de um dos acusadores não encerra, portanto, o processo como um todo — apenas confirma que parte das alegações contra a apresentadora pode ter tido motivação de pressão financeira.
Diversos materiais foram obtidos durante a perícia no celular feita pela polícia. Park Na-rae vai colaborar de forma diligente com as investigações policiais e trabalhistas que ainda estão em andamento.
Assessoria de Park Na-rae, em declaração à imprensa
Fontes consultadas

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